Com cães treinados e um conhecimento profundo do território, os tartufai percorrem os bosques da Úmbria em uma tradição transmitida ao longo de gerações e reconhecida como patrimônio cultural imaterial
Nos bosques e paisagens rurais da Úmbria, parte da riqueza gastronômica permanece escondida sob a terra. Encontrá-la exige experiência, conhecimento do ambiente e, sobretudo, a parceria entre o tartufaio e seu cão.
A busca por trufas faz parte de uma tradição italiana transmitida ao longo dos séculos e reconhecida internacionalmente por reunir saberes ligados ao clima, à vegetação, ao solo e aos ciclos naturais.
Para a Benarrivati, aproximar o viajante desse universo significa acrescentar outra leitura à Úmbria, uma região em que gastronomia, paisagem e conhecimento rural permanecem profundamente conectados.
Um conhecimento que começa pela leitura do território
Encontrar uma trufa não depende apenas de saber onde procurar. O tartufaio observa o ambiente, reconhece espécies vegetais associadas ao desenvolvimento dos fungos e interpreta as condições que podem favorecer sua presença em determinada área.
O cão treinado ocupa um papel central nesse processo, utilizando o olfato para indicar o ponto em que a trufa está sob a terra. A extração, então, precisa ser feita com cuidado para preservar as condições do solo.
É um conhecimento construído pela prática e transmitido sobretudo de forma oral, por meio da convivência entre diferentes gerações de tartufai.
“O mais interessante na busca pela trufa é perceber que o verdadeiro valor da experiência não está apenas no momento de encontrá-la. Existe uma leitura da floresta, uma relação entre o tartufaio e o cão e um conhecimento sobre o território que se constrói ao longo de muitos anos. É essa dimensão que queremos apresentar aos nossos viajantes”, considera Antonela Amaral Giancoli.
Uma tradição que não precisa virar espetáculo
Na Úmbria, a relação com as trufas também está ligada à identidade gastronômica de diferentes áreas da região. A experiência pode incluir caminhadas acompanhadas por tartufai, sempre de acordo com a estação, as condições do território e a disponibilidade dos profissionais envolvidos.
Na curadoria da Benarrivati, o interesse está em preservar o ritmo próprio da atividade. A busca não deve ser tratada como uma encenação com resultado garantido, mas como uma oportunidade de compreender como o conhecimento humano, o trabalho do cão e a natureza se encontram.
Nem toda saída termina da mesma maneira, e essa imprevisibilidade faz parte da experiência.
Do bosque à mesa
A gastronomia acrescenta outra camada à descoberta. Dependendo do período e do roteiro, a experiência pode continuar à mesa, com preparações que valorizam as trufas disponíveis na estação e outros ingredientes associados à cozinha da Úmbria.
Azeites, queijos, massas e receitas locais ajudam a colocar o ingrediente dentro de um repertório gastronômico mais amplo, evitando que a trufa apareça apenas como um símbolo de raridade ou luxo.
Ao incluir essa tradição em sua curadoria, a Benarrivati apresenta uma Úmbria que também pode ser compreendida por meio de seus sabores e saberes rurais. Nos bosques, a procura pela trufa revela menos um “tesouro escondido” do que uma relação de atenção com o território, construída entre pessoas, cães e natureza ao longo de gerações.
Sobre a Benarrivati
Fundada e liderada por Antonela Amaral Giancoli, a Benarrivati é uma holding de viagens de alto padrão especializada em desenhar jornadas sob medida pelo solo europeu e africano. Com operação própria e equipes de concierges locais, a companhia elimina intermediários para garantir segurança jurídica, transparência financeira e discrição inegociável em cada etapa da experiência. Pautada pela ética do relacionamento e pela valorização do tempo, a Benarrivati transforma a hospedagem em propriedades privadas em uma forma de preservar memórias e legados familiares.
