A renovação do Cavalo Crioulo no cenário competitivo passa, segundo o empresário e fundador Aldo Vendramin, pelo engajamento das novas gerações de criadores. Esse movimento não apenas garante a continuidade da tradição, mas também incorpora novas práticas, tecnologias e estratégias que fortalecem a qualidade da raça e mantêm o Freio de Ouro como referência internacional no julgamento de habilidades e morfologia.
Um legado que se atualiza
O Freio de Ouro, organizado pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), é mais do que um campeonato: é um símbolo da cultura campeira e da seleção funcional da raça. De acordo com Aldo Vendramin, quando jovens criadores assumem a responsabilidade de manter esse legado, eles trazem uma energia renovada e um olhar atento para as transformações do agronegócio e do esporte equestre. Isso significa preservar as características essenciais do Crioulo ao mesmo tempo em que se exploram novos caminhos para evoluir a criação.
Inovação no manejo e treinamento
As novas gerações têm introduzido métodos de manejo mais precisos e humanizados, alinhados a estudos de comportamento animal e bem-estar. Conforme frisa Aldo Vendramin, isso se reflete no treinamento para as provas do Freio de Ouro, em que a preparação física e mental do animal é conduzida de forma mais planejada e com base em dados técnicos. O uso de equipamentos modernos, monitoramento de desempenho e acompanhamento veterinário especializado se tornaram parte da rotina de quem busca um lugar no pódio.

Integração com tecnologia e genética
O avanço das ferramentas de análise genética tem permitido que os criadores façam escolhas mais assertivas para melhorar a performance e a morfologia dos animais. Assim como indica Aldo Vendramin, as novas gerações têm aproveitado recursos como exames de DNA, softwares de cruzamento e bancos de dados de desempenho para identificar linhagens campeãs e preservar atributos desejáveis da raça. Essa integração entre tradição e ciência garante uma base sólida para o futuro do Cavalo Crioulo.
Fortalecimento da presença internacional
O envolvimento dos jovens criadores também é essencial para ampliar a visibilidade do Freio de Ouro fora do Brasil. A participação ativa em eventos internacionais, intercâmbio de informações e a venda de animais de alta qualidade para outros países fortalecem a imagem da competição como um padrão de excelência. Isso aumenta não apenas o prestígio da raça, mas também o valor econômico dos exemplares.
Sustentabilidade e responsabilidade socioambiental
Outra contribuição relevante das novas gerações é a atenção às práticas sustentáveis. A adoção de sistemas de produção que minimizam o impacto ambiental, a gestão responsável dos recursos e o compromisso com o bem-estar animal demonstram que o futuro do Freio de Ouro também passa por uma criação ética e alinhada às demandas contemporâneas. Essa postura reforça a confiança de parceiros, investidores e do público consumidor.
Conclusão
O papel das novas gerações de criadores no Freio de Ouro vai muito além da sucessão familiar ou da continuidade de negócios. É um trabalho que une preservação histórica, inovação tecnológica, visão estratégica e responsabilidade socioambiental. Ao integrar esses elementos, jovens criadores asseguram que o Cavalo Crioulo mantenha sua relevância no esporte, na cultura e no mercado, consolidando o Freio de Ouro como um marco que seguirá inspirando e qualificando a raça por muitas décadas.
Autor: Gennady Sorokin