Leitura ativa é a chave para quem deseja reter mais conteúdo usando técnicas de análise, e, segundo Kelsem Ricardo Rios Lima, ela deixa de ser um ato passivo para se tornar um processo estratégico de aprendizagem. Quando o leitor se envolve com o texto, faz perguntas, relaciona ideias e registra os pontos principais, o cérebro consolida a informação com muito mais eficiência. Assim, ler deixa de ser apenas “passar os olhos” pelas páginas e passa a significar construir sentido de forma consciente e planejada.
Em um cenário de excesso de informações, dominar a leitura ativa não é apenas um diferencial, mas uma necessidade. A boa notícia é que se trata de um conjunto de técnicas que qualquer pessoa pode aprender e aperfeiçoar. A seguir, entenda mais sobre o tópico:
Leitura ativa: fundamentos para transformar informação em conhecimento
Antes de tudo, leitura ativa começa muito antes de abrir o livro ou o arquivo em PDF. De acordo com Kelsem Ricardo Rios Lima, o leitor eficiente define um objetivo claro: por que está lendo, o que precisa extrair e como pretende usar aquele conteúdo. Esse simples gesto orienta a atenção, facilita a seleção do que é realmente importante e evita a sensação de tempo perdido. Quando se lê com propósito, cada parágrafo é analisado em função de uma meta concreta.
Outro fundamento essencial da leitura ativa é a postura investigativa. Em vez de aceitar o texto de forma acrítica, o leitor formula perguntas, busca conexões com experiências anteriores e identifica pontos de concordância ou discordância. Essa atitude transforma a leitura em diálogo, e não em monólogo. Nesse processo, anotações nas margens, grifos conscientes e pequenos resumos ao final de cada seção ajudam a consolidar a compreensão e a preparar o terreno para revisões futuras mais rápidas e eficazes.
Técnicas de análise antes, durante e depois do texto
Uma boa estratégia de leitura ativa começa pela etapa de pré-leitura. Nessa fase, o ideal é fazer um “sobrevoo” pelo material: observar título, subtítulos, imagens, gráficos, introdução e conclusão. Essa varredura cria um mapa mental do que virá, facilitando a organização das ideias. Durante a leitura, o uso de perguntas-guia, como “qual é a tese central?”, “que evidências o autor apresenta?”, direciona o foco para os elementos mais relevantes, reduzindo distrações e tornando a experiência mais produtiva.

Conforme expõe Kelsem Ricardo Rios Lima, a etapa posterior à leitura é tão importante quanto o ato de ler em si. É nesse momento que o leitor transforma notas soltas em sínteses estruturadas, como mapas mentais, fichamentos ou quadros comparativos. Ao reorganizar o conteúdo com suas próprias palavras, o cérebro reforça conexões e fixa conceitos. Além disso, revisitar esse material em intervalos planejados potencializa a retenção, explorando mecanismos de memória de longo prazo.
Como organizar, revisar e aplicar o que você aprendeu
Assim como destaca Kelsem Ricardo Rios Lima, leitura ativa não se resume à análise do texto; ela envolve também a forma como o leitor organiza suas evidências e conclusões. Manter um caderno, arquivo digital ou aplicativo dedicado às leituras permite registrar, de forma padronizada, ideias-chave, exemplos práticos e dúvidas que surgem. Com isso, o acervo pessoal cresce com coerência, facilitando consultas futuras e comparações entre autores, temas e abordagens.
A aplicação prática do conteúdo é outro pilar da leitura ativa. Quando o leitor busca exemplos no seu dia a dia, discute o tema com outras pessoas ou utiliza o conhecimento em projetos concretos, o texto ganha vida. Essa transferência da teoria para a prática funciona como um teste de compreensão: se é possível explicar o assunto com clareza e adaptá-lo a situações reais, significa que a leitura foi efetiva. Caso contrário, é sinal de que vale reler trechos específicos ou aprofundar o estudo em fontes complementares.
Leitura ativa como hábito que multiplica resultados
Em resumo, como frisa Kelsem Ricardo Rios Lima, transformar a leitura ativa em hábito é uma das decisões mais inteligentes para quem deseja aprender mais em menos tempo. Ao combinar objetivos claros, técnicas de análise e revisões planejadas, o leitor deixa de acumular páginas lidas e passa a acumular conhecimento utilizável. A cada novo texto, o processo se torna mais natural: perguntas surgem com facilidade, conexões se formam mais rápido e a retenção melhora de maneira consistente.
Autor: Gennady Sorokin
